Como 500 Mil Latas de Alumínio da AMAPURA Foram Neutralizadas com 113 Toneladas do Estoque de Carbono do PSA Xingu

Um estudo de caso sobre neutralização de carbono na cadeia produtiva de embalagens sustentáveis

O Básico:

Entendendo a Neutralização de Carbono

A AMAPURA neutralizou completamente as emissões de gases de efeito estufa de 500 mil latas de alumínio através da aquisição estratégica de 113 toneladas de créditos de carbono do Projeto PSA Xingu. Esta neutralização adotou uma abordagem metodologicamente conservadora, considerando o pior cenário possível: latas fabricadas com alumínio 100% virgem.

A análise técnica abrangeu todas as emissões tanto dos materiais (BOM - Bill of Materials) quanto dos processos produtivos (BOP - Bill of Process), desde a extração da bauxita até a lata finalizada. Este cálculo rigoroso garante que a neutralização seja completa, mesmo nas condições de maior impacto ambiental possíveis na cadeia de produção de alumínio.

Esta iniciativa demonstra como empresas podem assumir responsabilidade climática integral, indo além das emissões diretas para neutralizar todo o ciclo de vida do produto.

500K

Latas Neutralizadas

Volume total do projeto

113

Toneladas CO₂e

Emissões neutralizadas

100%

Neutralização

Carbono completamente compensado

Entendendo BOM e BOP:

A Metodologia de Cálculo

BOM - Bill of Materials

Conta de Materiais representa todas as matérias-primas que entram na fabricação da lata:

  • Bauxita (minério extraído da natureza)
  • Alumina (óxido de alumínio processado)
  • Alumínio primário fundido
  • Chapas de alumínio laminadas
  • Revestimentos internos e externos
  • Tintas, vernizes e tampas

BOP - Bill of Process

Conta de Processos representa todas as etapas de fabricação e suas emissões:

  • Mineração da bauxita
  • Refino da alumina (Processo Bayer)
  • Fundição do alumínio primário (Processo Hall-Héroult)
  • Laminação das chapas
  • Estampagem e conformação da lata
  • Lavagem, impressão e decoração
  • Envernizamento e transporte entre etapas

Os Números Explicados:

Anatomia das Emissões

Dimensões do Projeto

Cada lata da AMAPURA pesa aproximadamente 14,5 gramas quando vazia. As 500 mil latas representam um total de 7,25 toneladas de alumínio em peso bruto de material.

No cenário de alumínio 100% virgem (pior caso metodológico), cada lata individual gera aproximadamente 226 gramas de CO₂ equivalente ao longo de toda sua cadeia de produção, desde a mineração até o produto acabado.

Multiplicando esse fator de emissão por 500 mil latas, chegamos às 113 toneladas de emissões totais que precisaram ser neutralizadas através da aquisição de créditos de carbono certificados.


14.5g

Peso por Lata

Massa de alumínio vazia

226g

CO₂e por Lata

Emissões no cenário virgem

7.25

Toneladas Total

Alumínio nas 500 mil latas

Distribuição das Emissões:

Onde o Carbono é Gerado

A análise detalhada das 226 gramas de CO₂e que cada lata emite revela uma distribuição desigual ao longo da cadeia produtiva, com a produção do alumínio primário dominando amplamente o perfil de emissões.

01

Alumínio Primário: 162,7g CO₂e (72%)

A produção de alumínio virgem é extremamente intensiva em energia, consumindo cerca de 16,5 kWh para cada quilo produzido. Esta etapa sozinha representa quase três quartos das emissões totais da lata.

02

Processos de Fabricação: 40,7g CO₂e (18%)

Inclui laminação, estampagem, lavagem e conformação. Estas operações industriais exigem maquinário pesado e energia elétrica substancial.

03

Revestimentos e Tintas: 13,6g CO₂e (6%)

Cobre vernizes internos BPA-NI e decoração externa. Embora pareça pequeno, este componente é essencial para a funcionalidade e segurança alimentar da embalagem.

04

Transporte e Logística: 9,0g CO₂e (4%)

Movimentação de materiais ao longo de toda a cadeia de suprimentos, desde minas até o cliente final.

Por Que 100% Alumínio Virgem? A Lógica do Pior Cenário

Metodologia Conservadora

O cálculo utilizou o pior cenário possível porque estabelece uma linha de base conservadora e transparente para a neutralização. Esta abordagem garante que, independentemente da composição real das latas (que provavelmente contém alumínio reciclado), a compensação será sempre suficiente.

Na realidade prática, a maioria das latas brasileiras contém entre 70% e 80% de alumínio reciclado. A reciclagem de alumínio é dramaticamente mais eficiente, consumindo apenas 5% da energia necessária para produzir alumínio virgem e emitindo 91% menos CO₂.

Usar o pior caso (100% virgem) garante que a neutralização seja completa e exceda as emissões reais, proporcionando uma margem de segurança metodológica robusta.

5%

Energia da Reciclagem

Comparado ao alumínio virgem

91%

Redução de Emissões

Ao usar alumínio reciclado

70-80%

Taxa de Reciclagem

Conteúdo típico nas latas brasileiras

O Projeto PSA Xingu:

Conectando Embalagens à Conservação Amazônica

O PSA Xingu (Pagamento por Serviços Ambientais Xingu) é um projeto certificado de conservação florestal que preserva 619 hectares de vegetação nativa nas fazendas Pik Vermelho e São Paulo, localizadas em Brasil Novo (PA), no coração da Amazônia Legal.

Estoque de Carbono

O projeto gera créditos ao manter o carbono estocado no solo e na vegetação, impedindo que esse carbono seja liberado através do desmatamento.

Biodiversidade

Além do carbono, o projeto protege ecossistemas completos, preservando fauna, flora e recursos hídricos essenciais para a região.

Comunidades Locais

O financiamento fortalece comunidades locais através de atividades econômicas sustentáveis que dependem da floresta em pé.

Quando a AMAPURA adquire 113 toneladas de créditos desse projeto, está financeiramente apoiando a conservação permanente dessas áreas, que de outra forma poderiam ser convertidas em pastagens ou agricultura. Este mecanismo cria um incentivo econômico direto para manter a floresta preservada, conectando o consumo urbano de embalagens à proteção da Amazônia.

619 Hectares

Área de floresta protegida pelo projeto PSA Xingu

Brasil Novo (PA)

Localização estratégica na Amazônia Legal

Certificação Verificada

Créditos auditados e certificados por padrões internacionais

Equivalências Para Dimensionar o Impacto Ambiental

As 113 toneladas de CO₂e neutralizadas representam um volume significativo de emissões quando traduzido para equivalências do cotidiano. Estas comparações ajudam a contextualizar a magnitude da neutralização em termos tangíveis e compreensíveis.

941 Mil Quilômetros

Equivalente a dirigir um carro por essa distância – aproximadamente 23,5 voltas completas ao redor da Terra. Esta distância ilustra o impacto cumulativo das emissões de produção de alumínio.

57 Brasileiros/Ano

Representa as emissões anuais de aproximadamente 57 brasileiros com padrão médio de consumo. Cada brasileiro emite cerca de 2 toneladas de CO₂e por ano em média.

5.381 Árvores

Seria necessário plantar essa quantidade de árvores e mantê-las crescendo por 20 anos para sequestrar o equivalente a 113 toneladas de CO₂e da atmosfera.

621.500 kWh Economizados

Energia que seria economizada se todo o alumínio fosse reciclado em vez de virgem – suficiente para abastecer 280 residências brasileiras por um ano inteiro.

O Diferencial da Embalagem de Alumínio na

Economia Circular

As latas de alumínio representam o padrão-ouro em sustentabilidade de embalagens. São 100% e infinitamente recicláveis sem perda de qualidade material, ao contrário de plásticos que degradam a cada ciclo.

No Brasil, a taxa de reciclagem de latas ultrapassa 97%, sendo a embalagem com a menor pegada de carbono entre todas as opções disponíveis – significativamente inferior a garrafas PET, vidro ou embalagens cartonadas.

O ciclo de vida operacional de uma lata brasileira é notavelmente curto: apenas 60 dias. Ela sai da prateleira, é consumida, coletada, reciclada e retorna como nova lata em aproximadamente dois meses, criando um sistema verdadeiramente circular.

Consumo

Produto chega ao consumidor final

Coleta

Lata é descartada e coletada para reciclagem

Reciclagem

Alumínio é fundido e transformado novamente

Nova Lata

Retorna ao mercado em 60 dias

Por Que Esta Iniciativa Importa:

Responsabilidade Climática Integral

A iniciativa da AMAPURA transcende o marketing ambiental convencional para estabelecer um modelo robusto de responsabilidade climática integral. A marca não apenas escolheu a embalagem mais sustentável disponível no mercado (alumínio 100% reciclável), mas assumiu responsabilidade financeira pelas emissões de todo o ciclo de vida do produto – incluindo aquelas que aconteceram antes mesmo da água chegar à lata.

Conexão Consumo-Conservação

A compra de créditos do PSA Xingu cria uma ponte tangível entre o consumo urbano e a conservação da Amazônia, estabelecendo um círculo virtuoso onde cada lata vendida contribui diretamente para proteger a floresta, preservar biodiversidade e apoiar comunidades locais que dependem dos ecossistemas preservados.

Este modelo é especialmente significativo considerando que a AMAPURA foi lançada estrategicamente para a COP30 em Belém, o maior evento climático internacional que acontecerá no Brasil, reforçando o compromisso corporativo com a sustentabilidade amazônica e a transição para uma economia de baixo carbono.

Transparência Metodológica

Ao utilizar o cenário mais conservador (100% alumínio virgem) e divulgar publicamente toda a metodologia de cálculo BOM/BOP, a AMAPURA estabelece um novo padrão de transparência na indústria de embalagens.

Este nível de detalhamento técnico permite que outras empresas repliquem a abordagem, auditores verifiquem os cálculos, e consumidores compreendam exatamente o que está sendo neutralizado. A iniciativa demonstra que neutralização de carbono pode ser feita com rigor científico e accountability total.

Embalagem Sustentável

Alumínio 100% reciclável com 97% de taxa de reciclagem no Brasil

Cálculo Transparente

Metodologia BOM/BOP completa com pior cenário para garantir neutralização total

Conservação Amazônica

113 toneladas de créditos do PSA Xingu protegendo 619 hectares de floresta

Resultado COP30

Lançamento alinhado ao maior evento climático internacional no Brasil


A AMAPURA prova que é possível conciliar crescimento empresarial com responsabilidade ambiental absoluta, criando um modelo replicável para toda a indústria de embalagens.